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Vendas Sobem 5,3% e Lançamentos Recuam no 2º Trimestre, Aponta CBIC

  • Foto do escritor: ImobiTimes
    ImobiTimes
  • 24 de ago.
  • 2 min de leitura

O mercado imobiliário residencial mantém resiliência nas vendas mesmo com juros altos freando os lançamentos e o MCMV explica boa parte da queda no valor médio dos imóveis.



O mercado imobiliário residencial brasileiro registrou comportamento dual no segundo trimestre de 2026: lançamentos em queda e vendas em alta. Os dados são da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) em parceria com a consultoria Brain Inteligência Estratégica, cobrindo 221 cidades do país.


Lançamentos recuam, vendas avançam


Os lançamentos totalizaram 107,2 mil unidades no período, queda de 1,3% na comparação com o segundo trimestre de 2025. No acumulado do primeiro semestre, foram 211,6 mil unidades lançadas, leve baixa de 0,3%. As vendas seguiram direção contrária: 113,6 mil unidades comercializadas no trimestre, alta de 5,3% na mesma base de comparação. No acumulado semestral, as vendas chegaram a 226,5 mil unidades, expansão de 5,4%.


"A redução nos lançamentos mostra o peso dos juros altos nas atividades do setor. Por outro lado, as vendas demonstram que o mercado permanece saudável", afirmou Celso Petrucci, conselheiro da CBIC e economista-chefe do Secovi-SP. "O mercado imobiliário está mostrando bastante resiliência."


Estoque equilibrado, ticket médio cai


O estoque de imóveis residenciais novos unidades na planta, em obras e recém-entregues chegou a 335,3 mil unidades ao fim de junho, alta de 8,2% em relação a um ano antes. No ritmo de vendas atual, esse estoque abastece o mercado por 9,5 meses. "A oferta final de imóveis está em uma situação muito equilibrada. Esse estoque tem sido coerente e saudável em relação à média das vendas dos últimos trimestres", avaliou Petrucci.


Em termos de valor movimentado, os números recuaram. O VGV (Valor Geral de Vendas) dos lançamentos no trimestre foi de R$ 62,4 bilhões, queda de 23,6% na comparação anual. As vendas movimentaram R$ 66,2 bilhões, recuo de 5,5%. A explicação está na composição do mercado: a maior participação do Minha Casa, Minha Vida no total de lançamentos e vendas puxou o valor médio dos imóveis de R$ 751,9 mil para R$ 581,9 mil na comparação anual. O MCMV opera com tíquetes menores o que dilui os valores totais mesmo quando o volume de unidades cresce.


O quadro geral do semestre aponta um setor que vende mais do que lança, mantém estoque em nível saudável e absorve a pressão dos juros pelo lado dos incorporadores que seguram novos projetos enquanto a demanda por moradia segue firme.

 
 
 

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