Florianópolis Vira Destino de Investidores Estrangeiros no Mercado de Luxo
- ImobiTimes

- há 5 dias
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Enquanto o mercado imobiliário brasileiro debate juros e financiamento, Florianópolis está jogando em outra liga e atraindo capital estrangeiro em escala crescente.

O mercado de luxo brasileiro movimentou R$ 52,2 bilhões nas capitais em 2025, alta de 35% em relação ao ano anterior, respondendo por 29,4% de todo o valor negociado no setor residencial. Os dados são da Brain Inteligência Estratégica, divulgados pela Forbes Brasil. Dentro desse universo, Florianópolis aparece como o metro quadrado mais caro do segmento superluxo na Região Sul e como um dos destinos que mais crescem entre investidores estrangeiros.
Argentinos, americanos e europeus comprando na Ilha
83% das vendas analisadas por uma imobiliária local foram destinadas a compradores argentinos, segundo levantamento citado pelo diretor regional de Relações Internacionais do CRECI-SC, Marco Aurélio Lievore. Mas a amostra vai além: investidores dos Estados Unidos, França, Suíça e Emirados Árabes também figuram no radar. O câmbio favorável, a possibilidade de renda com aluguel de temporada e a valorização consistente do metro quadrado são os principais motivos apontados pela Deutsche Welle Brasil, que destacou o litoral catarinense entre os mercados brasileiros de maior interesse internacional.
Por que Florianópolis valoriza mais do que outras capitais
A resposta é geográfica antes de ser econômica. A ilha limita a oferta de novos terrenos em regiões consolidadas e sem oferta nova, os preços sobem. Esse fator estrutural se combina com qualidade de vida, infraestrutura urbana e um comprador que depende menos de crédito imobiliário tradicional: o público de alto padrão financia menos e negocia mais rápido. Na Região Sul, as vendas no segmento premium passaram de 881 para 1.312 unidades entre 2024 e 2025, com o VGV saltando de R$ 3,45 bilhões para R$ 5,78 bilhões.
O perfil do comprador estrangeiro mudou
Se antes o estrangeiro comprava imóvel em Florianópolis para lazer, hoje ele compra para preservar patrimônio e gerar renda recorrente. "Temos observado uma mudança no perfil do comprador estrangeiro. Além da busca por uma segunda residência, cresce o interesse pelo imóvel como investimento, fonte de renda e instrumento de preservação patrimonial", afirma Andréa Cardoso, CEO da Andrea Cardoso Assessoria Imobiliária. Esse deslocamento de intenção tem impacto direto no mercado: mais liquidez, mais demanda por lançamentos e mais pressão sobre a oferta já escassa.
Florianópolis não é mais exceção no mapa do luxo brasileiro é referência. A combinação de escassez de terrenos, demanda internacional crescente e comprador com menor dependência de crédito coloca a cidade numa trajetória de valorização que independe do ciclo de juros. Para o mercado imobiliário nacional, isso significa que o interior do país e especialmente o Sul deixou de ser coadjuvante no segmento premium.




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