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Reforma Tributária Ameaça a Sobrevivência das Imobiliárias Brasileiras

Foto do escritor: ImobiTimes
ImobiTimes
22 de set.
2 min de leitura

A Reforma Tributária pode inviabilizar operações de imobiliárias que não se adaptarem ao novo modelo de IBS e CBS antes de 2033. O alerta vem de especialistas em contabilidade imobiliária.



A substituição gradual dos tributos sobre consumo pelo IBS e pela CBS, prevista na Reforma Tributária, exige que imobiliárias revisem precificação, contratos e estrutura de custos. Para o setor, o prazo de transição que começa neste ano e se consolida em 2033 não é um período de segurança. É uma janela de adaptação que, se desperdiçada, pode comprometer a sobrevivência dos negócios.


Margens apertadas ampliam a vulnerabilidade


Franciele Rocha, CEO da Contimob, empresa especializada em contabilidade imobiliária, avalia que imobiliárias com margens reduzidas, alto custo fixo e dependência de uma única fonte de receita estão mais expostas aos impactos da reforma. Segundo ela, empresas que não souberem absorver ou repassar o aumento de carga tributária poderão operar no negativo e o tempo até o fechamento dependerá exclusivamente da capacidade de financiar esse prejuízo.


Administração de locações e intermediação de vendas terão impactos distintos


O tipo de serviço prestado vai definir como cada empresa sente a mudança. Uma imobiliária voltada à administração de locações enfrentará efeitos diferentes dos de uma empresa concentrada em intermediação de compra e venda. A composição das receitas, a duração dos contratos e a margem de renegociação determinarão a velocidade e a profundidade do impacto em cada modelo de negócio.


Quem se antecipar pode reduzir carga e ampliar lucro


A reforma também abre espaço para ganhos. Empresas que analisarem o regime tributário mais adequado à sua operação, ajustarem a precificação e mapearem os créditos disponíveis no novo sistema poderão não apenas neutralizar os impactos, mas aumentar o lucro líquido. "Uma decisão bem estruturada poderá não apenas evitar perdas, mas também aumentar o lucro líquido de uma imobiliária", afirma Franciele Rocha. O diagnóstico antecipado é, portanto, o

principal diferencial competitivo disponível até 2033.


O tema será debatido no CUPOLA Aluguel Day, evento híbrido realizado em 30 de setembro, em Curitiba, no Teatro UP Experience da Universidade Positivo. Rodrigo Werneck, estrategista-chefe da CUPOLA, resume o recado do setor: "Mais do que acompanhar as mudanças na legislação, as imobiliárias precisarão compreender como elas afetam o cotidiano das operações."

 
 
 

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