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Corretor Falsificou Contratos e Vendeu Imóveis Financiados sem Avisar Compradores em Pouso Alegre Prejuízo Chega a R$ 850 Mil

Foto do escritor: ImobiTimes
ImobiTimes
há 5 dias
2 min de leitura

Quatro vítimas pagaram entre R$ 200 mil e R$ 230 mil por imóveis que não receberam em Pouso Alegre (MG). O corretor Hailton de Freitas Silva é investigado pela Polícia Civil por estelionato e falsificação de documentos.



Um corretor de imóveis de Pouso Alegre, no Sul de Minas Gerais, é investigado pela Polícia Civil após quatro compradores pagarem por imóveis que não foram transferidos para seus nomes. O prejuízo total identificado até agora chega a R$ 850 mil. Os imóveis negociados tinham proprietários legítimos, estavam financiados ou alugados e os compradores não foram informados sobre nenhum dessas condições. Em alguns casos, os contratos apresentados às vítimas foram adulterados.


Esquema incluía recebimento de aluguéis para dar aparência de legalidade


Segundo o advogado criminalista Henrique Laraia, que representa quatro vítimas, os compradores chegaram a receber valores referentes a aluguéis dos imóveis após a negociação situação que, segundo a denúncia, fazia parte do esquema para dar credibilidade à transação. Os compradores não tinham ciência de que os imóveis estavam financiados e nunca receberam a escritura definitiva. “O próprio vendedor não sabia que estava vendendo seu próprio imóvel”, afirmou Laraia, descrevendo como o corretor induzia todos os lados ao erro desde o início da negociação.


Aposentado pagou R$ 230 mil por apartamento que nunca recebeu


O aposentado João Batista Vicente Domingues relatou ter pago por dois apartamentos e uma kitnet, além de ter sido orientado a antecipar despesas cartorárias que também não foram aplicadas. Um dos imóveis, localizado em um condomínio no bairro São João, custou R$ 230 mil. O lavrador Michael César da Rosa pagou R$ 200 mil por um apartamento no bairro Cidade Jardim. Ao cobrar a conclusão da negociação, as falsificações vieram à tona: assinaturas, contratos e documentos haviam sido adulterados pelo corretor.


Imobiliária diz que também foi vítima e demitiu o corretor


A imobiliária Newhouse, citada no caso, opera em regime de home office e está com as portas físicas fechadas. Segundo seu advogado, Adriano Biondi, os fatos vieram à tona há cerca de três meses, após as denúncias das vítimas. O corretor foi demitido. A versão da empresa é de que ele agia de forma autônoma: prospectava clientes, realizava as vendas, ficava com os valores e adulterava contratos para constar como sócio em documentos. O caso também foi denunciado ao Conselho Regional de Corretores de Imóveis.


Vítimas buscam bloqueio de ativos e ações cíveis para recuperar o dinheiro


Paralelamente à investigação criminal, as vítimas ingressaram com ações na esfera cível. O advogado Gustavo Ferreira da Silva explica que há mecanismos judiciais para tentar recuperar os valores bloqueio de ativos financeiros e de bens móveis, mas que tudo dependerá de decisão judicial. O corretor Hailton de Freitas Silva afirmou que não fugirá das responsabilidades, que cada caso será tratado de forma isolada e que ninguém será lesado no que tem a receber.

 
 
 

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