Preço dos Imóveis Supera a Inflação pela Primeira Vez no Ano
- ImobiTimes

- há 6 dias
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O preço dos imóveis residenciais subiu 0,53% em agosto e acumula 3,44% no ano. A inflação oficial ficou em 3,02% no mesmo período. A virada aconteceu em agosto.

O índice FipeZap, que acompanha o valor anunciado do metro quadrado em 56 cidades brasileiras, registrou uma leve aceleração em agosto: de 0,46% em julho para 0,53% no mês passado. O resultado fez o acumulado de 2026 saltar de 2,89% para 3,44% ultrapassando o IPCA, que considerando a prévia de agosto (deflação de 0,40%) fica em 3,02% no período. Um mês antes, a relação estava invertida: inflação de 3,43% contra valorização imobiliária de 2,89%. A alta dos imóveis também superou o IGP-M, referência no reajuste de contratos de aluguel, que acumula apenas 1,85% no ano.
Vitória lidera, São Paulo e BH ficam para trás
Entre as 22 capitais monitoradas, 18 registraram alta em agosto. Vitória (ES) liderou o mês com +1,31%, seguida por Brasília (+1,28%) e Aracaju (+1,07%). Rio de Janeiro e Goiânia avançaram 0,77%. São Paulo ficou abaixo da média nacional, com alta de 0,37%. Na ponta negativa, Curitiba recuou 0,25%, Campo Grande e Belém caíram 0,19% cada, e Belo Horizonte cedeu 0,08%.
No acumulado do ano, o quadro é ainda mais revelador. Vitória lidera com folga: +10,24%. Manaus aparece em segundo (+9,19%) e Aracaju em terceiro (+8,15%). Salvador acumula +7,27% e Florianópolis, +6,05%. Na outra ponta, Porto Alegre (+0,01%), Belo Horizonte (+0,01%) e Curitiba (+0,06%) praticamente não saíram do lugar. São Paulo acumula +2,07% abaixo da média nacional de 3,44%.
O produto que mais valorizou
Entre os tipos de imóvel, os de três dormitórios lideraram a alta de agosto com +0,63%. Os de quatro ou mais dormitórios tiveram o menor avanço: +0,29%. O FipeZap mede valores anunciados, não de transação o que significa que os números refletem a percepção dos vendedores sobre o mercado, não necessariamente o preço que fecha.
O dado de agosto consolida uma tendência: mesmo com juros altos e pressão sobre a renda das famílias, o imóvel segue se valorizando acima da inflação no Brasil. Quem comprou para proteger patrimônio está, por ora, no lado certo da equação.




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