Itaú Aluga as Duas Torres do Esther Towers e Assina o Maior Contrato de Locação do Brasil

O Itaú Unibanco assinou o maior contrato de locação da história do mercado imobiliário brasileiro: 91,4 mil m² do Esther Towers, da Eztec, por R$ 1,17 bilhão em 10 anos.

O Itaú Unibanco vai ocupar integralmente o Esther Towers, complexo de duas torres corporativas classe AAA da Eztec na Chucri Zaidan, Zona Sul de São Paulo. O contrato tem prazo inicial de 10 anos, com opção de renovação por mais cinco, e prevê reajuste anual pelo IPCA. A operação, mediada pela CBRE (pelo lado da Eztec) e pela Binswanger Brazil (pelo lado do Itaú), envolve quase 10 mil posições de trabalho e faz parte do plano de expansão de infraestrutura do banco.
R$ 107 por metro quadrado ao mês e entrega escalonada
A receita total estimada para os primeiros dez anos é de R$ 1,17 bilhão o que equivale a um aluguel médio de R$ 107/m²/mês sobre os 91,4 mil m² de área locável. A entrega das torres é escalonada: a primeira deve ser concluída até o fim de 2026; a segunda, no primeiro semestre de 2027. O banco confirmou que o complexo será ocupado exclusivamente por ele, com início de operação acompanhando cada entrega.
BTG e Safra veem destravamento de valor para a Eztec
O contrato muda a percepção de risco sobre um ativo ainda em desenvolvimento. O BTG Pactual estima receita anual de R$ 117 milhões com a locação cerca de 20% do lucro projetado da Eztec para 2027. Considerando um cap rate de 8%, o banco projeta valor de venda do empreendimento próximo a R$ 1,45 bilhão, com potencial de dividendo extraordinário relevante aos acionistas em caso de desinvestimento.
O Safra chega a estimativa semelhante: R$ 1,4 bilhão como valor potencial de venda, contra custo total estimado de R$ 1,2 bilhão, o que geraria lucro líquido de R$ 134 milhões. O banco projeta que uma venda em horizonte de dois anos poderia representar dividend yield extraordinário de 25%. A diferença entre os bancos está no timing: enquanto o BTG vê espaço para reprecificação do papel, o Safra avalia que parte do movimento já estava incorporada nas ações.
Chucri Zaidan consolida posição como polo corporativo de São Paulo
A operação reforça o eixo da Chucri Zaidan como alternativa competitiva à Faria Lima. A avenida ganhou densidade corporativa nos últimos anos pela combinação de terrenos maiores, edifícios de alto padrão e proximidade com importantes eixos de transporte condições que atraem contratos de grande porte e inquilinos de peso.




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