Crédito Imobiliário Sobe 29% e Ministro Mira 20% do PIB
- ImobiTimes

- 21 de ago.
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O setor passou de 10% para 11% do PIB no último ano. Para o ministro das Cidades, 20% não é teto é piso.

O crédito imobiliário brasileiro cresceu mais de 29% no primeiro semestre de 2026 na comparação com o mesmo período do ano anterior. No Abecip Summit 2026, realizado na terça-feira (18), o ministro das Cidades, Vladimir Lima, disse que o setor hoje em 11% do PIB tem espaço para superar o patamar de 20% e tratou essa marca como o mínimo para o futuro do financiamento habitacional no país.
FGTS, SBPE e a Faixa 4
Parte da expansão recente é atribuída pelo ministro às mudanças realizadas em conjunto pelo governo federal, Banco Central e outros órgãos no Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE), incluindo a liberação do depósito compulsório da poupança para estimular o financiamento de moradias. O orçamento do FGTS destinado à habitação saltou de R$ 90 bilhões em 2023 para R$ 195 bilhões em 2026 o maior já destinado ao programa, segundo Lima, com recursos do Fundo Social do Pré-Sal e do Orçamento Geral da União.
A Faixa 4 do Minha Casa, Minha Vida voltada para famílias com renda de até R$ 13 mil e imóveis de até R$ 600 mil já beneficiou 58 mil famílias e movimentou mais de R$ 18 bilhões em crédito facilitado. A meta inicial do programa, de 2 milhões de moradias contratadas, foi alcançada com um ano e meio de antecedência. A nova meta é chegar a 3 milhões de unidades até o fim de 2026.
Além do MCMV
Lima deixou claro que o Minha Casa, Minha Vida não pode ser o único motor do setor. O ministro defendeu modernização tecnológica, aperfeiçoamento das políticas públicas e uma agenda estruturante para habitação em todo o país, com integração entre governo e setor produtivo. O Ministério das Cidades também atua em saneamento, prevenção de riscos e transporte público frentes que impactam diretamente a valorização e o acesso à moradia.
Para Lima, o avanço do crédito imobiliário precisa caminhar ao lado de uma estrutura mais ampla de financiamento e infraestrutura. O país ainda está bem abaixo de mercados internacionais maduros, e a distância entre o atual 11% e a meta de 20% do PIB representa, na prática, uma das maiores oportunidades de expansão do setor habitacional brasileiro.




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