Casas Bahia Fecha 298 Lojas e Movimenta Mercado Imobiliário Comercial
- ImobiTimes

- 20 de ago.
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O fechamento de centenas de pontos físicos libera área comercial urbana e pode pressionar indicadores de vacância em mercados logísticos onde a varejista ainda mantém operações relevantes.

O plano de fechar 298 lojas dentro do processo de recuperação judicial tem potencial de impacto direto no mercado imobiliário comercial brasileiro. A Casas Bahia já vinha reduzindo sua presença em condomínios logísticos: em 2025, devolveu cerca de 32 mil metros quadrados em instalações em Itajaí (SC) e Fortaleza (CE), enquanto ocupou 17,9 mil metros quadrados em Pernambuco, resultando em redução líquida próxima de 14 mil metros quadrados nas áreas monitoradas pela consultoria SiiLA.
Lojas vão, galpões ficam
O fechamento previsto agora supera em mais de onze vezes a redução de 26 unidades registrada nos 12 meses anteriores. Para o setor imobiliário, isso pode significar tanto a devolução de pontos comerciais em centros urbanos quanto uma revisão da necessidade de centros de distribuição regionais. A Casas Bahia ainda ocupa cerca de 328 mil metros quadrados em galpões logísticos e eventuais ajustes adicionais podem afetar indicadores de vacância, disponibilidade e preços em mercados como Rio de Janeiro, Pernambuco e Extrema (MG).
Mas a equação não é direta. "Armazenar produtos em galpões logísticos é muito mais barato do que em lojas, localizadas em centros urbanos, com custos maiores de IPTU e aluguéis. Então, não necessariamente a redução das lojas físicas vai impactar redução nos galpões logísticos", afirma Giancarlo Nicastro, CEO e fundador da SiiLA.
O peso das lojas físicas
Em 2025, os estabelecimentos físicos da Casas Bahia responderam por 67,6% da receita bruta da companhia. Os endereços também funcionavam como pontos de retirada de produtos, trocas e concessão de crédito. O canal digital próprio cresceu 27,4% no primeiro trimestre de 2026 sinal de que a demanda por estruturas logísticas mais eficientes tende a crescer mesmo com menos lojas na rua.
A crise por trás da decisão
O movimento ocorre dentro de um processo de recuperação judicial que inclui subsidiárias como Cnova Comércio Eletrônico, Bartira e empresas de logística do grupo. O passivo total chega a R$ 17,3 bilhões sendo R$ 16,4 bilhões junto a credores quirografários, R$ 754 milhões em dívidas trabalhistas e R$ 154 milhões com micro e pequenas empresas. A varejista reportou prejuízo de R$ 10,1 bilhões no trimestre, com R$ 9,1 bilhões de efeitos contábeis não recorrentes. O prejuízo ajustado ficou em R$ 978 milhões, com receita líquida de quase R$ 7 bilhões crescimento de 1,6% mas despesas com vendas subindo 17%, para R$ 1,8 bilhão.




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