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Abecip Revisa para Cima e Projeta Crescimento de 25% no Crédito Imobiliário em 2026

  • Foto do escritor: ImobiTimes
    ImobiTimes
  • 25 de ago.
  • 2 min de leitura

Estimativa anterior era de alta de 16%. O ajuste veio depois de um primeiro semestre que surpreendeu positivamente e o FGTS, turbinado em ano eleitoral, explica boa parte do salto.



O crédito imobiliário brasileiro deve encerrar 2026 com R$ 411 bilhões em concessões, crescimento de 25% sobre o ano anterior. A Abecip (Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança) revisou a projeção nesta segunda-feira (24), acima da estimativa anterior de alta de 16%. O gatilho para a revisão foi o desempenho do primeiro semestre: entre janeiro e junho, as concessões somaram R$ 180,9 bilhões, alta de 23% sobre o mesmo período de 2025.


FGTS ultrapassa SBPE


A principal novidade na composição do crédito este ano é que os financiamentos pelo FGTS e Fundo Social do Pré-Sal devem superar os do SBPE. A projeção é de R$ 195 bilhões via FGTS crescimento de 38% ante 2025 e bem acima dos 5% estimados anteriormente. O SBPE, que financia imóveis acima de R$ 600 mil, deve alcançar R$ 185 bilhões, alta de 18% no ano. No primeiro semestre, o SBPE já havia avançado 29%, somando R$ 93,7 bilhões.


O impulso do FGTS vem da ampliação dos recursos destinados ao Minha Casa, Minha Vida custeado pelo fundo e reforçado com verba do Fundo do Pré-Sal em ano eleitoral. O programa tem puxado o volume de unidades financiadas, com tíquetes menores mas quantidade maior de operações.


Juros seguem como fator de atenção


Para a Abecip, os fundamentos que sustentam a demanda habitacional continuam sólidos. "O primeiro semestre mostrou que a demanda por financiamento imobiliário continua consistente, mesmo em um ambiente de juros elevados. O desempenho do SBPE e a ampliação dos recursos destinados à habitação nos permitiram revisar as nossas estimativas", afirma Michel Cury, presidente da Abecip. Emprego e renda seguem contribuindo para manter o apetite por crédito, mas os juros altos permanecem como principal variável de atenção para os próximos meses.


Um ponto de cautela no cenário: os financiamentos com recursos livres sem origem na poupança ou no FGTS devem se manter estáveis em torno de R$ 31 bilhões, sem crescimento. A Abecip havia projetado anteriormente alta de 66% para essa linha, para R$ 51 bilhões. A revisão para baixo reflete o custo mais alto do dinheiro privado num ambiente de Selic elevada.

 
 
 

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