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Vitacon Expande do Compacto ao Corporativo Novos Apartamentos, Lajes Triple A e Projeto na Alameda Lorena

  • Foto do escritor: ImobiTimes
    ImobiTimes
  • 31 de jul.
  • 3 min de leitura

A incorporadora que ficou famosa pelo studio de 10 metros quadrados vendido a 100% em 180 dias e com valorização de 100% até hoje lança apartamentos de até 138 m² em Perdizes e prepara torres corporativas de alto padrão próximas à Faria Lima, Paulista e Jardins. O terreno de um deles, na Alameda Lorena, foi viabilizado pela união de cerca de dez imóveis.



A Vitacon construiu sua marca transformando studios compactos em produto disputado por investidores. Agora, a incorporadora amplia o portfólio em duas frentes: lança apartamentos maiores, com unidades de duas e três suítes entre 67 e 138 metros quadrados no projeto Vitacon João Ramalho, em Perdizes, e prepara seu retorno ao mercado de lajes corporativas triple A em regiões nobres de São Paulo.


"Estamos ampliando o nosso mix de produtos porque entendemos que o mercado exige soluções para diferentes momentos de vida, perfis de uso e estratégias de investimento. A diversificação é um passo natural para a Vitacon, mas seguimos preservando a filosofia que tornou a marca reconhecida", afirma Ariel Frankel, CEO da empresa.


Do studio de 10 m² ao apartamento de 138 m²


Em 2017, a Vitacon chamou atenção ao anunciar um empreendimento com 72 unidades de 10 metros quadrados em São Paulo. O projeto foi lançado em 2018, vendeu 100% em 180 dias e acumula valorização de cerca de 100% até hoje. As unidades, geridas pela Housi, registram ocupação média de 80% com picos de 100% em períodos de alta demanda.


Agora, o João Ramalho representa um passo deliberado para metragens maiores as unidades maiores do novo projeto caberiam 13 studios do empreendimento histórico. A lógica, segundo Frankel, é acompanhar o cliente ao longo do ciclo de vida: quem começou com um studio pode, no futuro, buscar mais espaço para família ou home office.


"Não queremos ser uma incorporadora que entrega a chave e vai embora. Queremos olhar a jornada inteira do cliente, desde a venda, a mobília, a gestão e o pós-entrega", afirma.


Os apartamentos do novo empreendimento incorporam características que marcaram os compactos da marca: fechaduras inteligentes, aquecimento central e possibilidade de entrega mobiliada via Housi para investidores interessados em locação. A estrutura de lazer inclui academia, piscina, sky bar, lounge, área para crianças e pet, horta e espaços de convivência compartilhada.


Hoje, produtos maiores representam 20% a 25% do portfólio da Vitacon. A expectativa é que essa participação chegue a um terço dos lançamentos nos próximos ciclos sem que os compactos percam espaço, já que a demanda por studios entre investidores segue elevada.


A volta ao corporativo


Além dos residenciais, a Vitacon prepara o retorno ao mercado de escritórios de alto padrão com projetos de lajes triple A nas regiões da Faria Lima, Avenida Paulista e Jardins. A Exame apurou que o primeiro empreendimento será lançado em uma esquina na Alameda Lorena, nos Jardins terreno viabilizado pela compra e unificação de cerca de dez imóveis e proprietários diferentes.


"Não estamos falando de salinhas. Estamos falando de projetos imponentes, robustos", diz Frankel. A previsão é que esses empreendimentos levem cerca de três anos para ser entregues. A empresa avalia diferentes modelos de negócio, incluindo locação das lajes ou venda para fundos de investimento.


O timing não é casual. Segundo levantamento do Research Lab da CBRE, mais de 431 mil metros quadrados de escritórios foram absorvidos no primeiro semestre de 2026 volume 21% superior à média histórica dos primeiros semestres desde 2019. Nos edifícios triple A especificamente, a vacância caiu para 9,8%, o menor nível em cinco anos. Das novas entregas no período, 60% chegaram já pré-locadas.


O movimento é impulsionado pelo chamado flight to quality: empresas têm priorizado edifícios mais eficientes, sustentáveis e bem localizados. No primeiro semestre, 55% da absorção bruta ocorreu em edifícios classe A e A+.

 
 
 

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