icon={LogIn} title="Welcome back" subtitle="Log in to your account" // 1
...or...
// 2 {error && (
{error}
)} // 3
...campos + botão...
// 4
top of page

Selic Chega a 14% E o Crédito Imobiliário Ainda Não Sente

  • Foto do escritor: ImobiTimes
    ImobiTimes
  • há 5 dias
  • 2 min de leitura

O Banco Central fez o quarto corte consecutivo da Selic, que chegou a 14% ao ano menor patamar desde março de 2025. Para o financiamento imobiliário, o efeito prático ainda é limitado e chega com defasagem.



O Banco Central reduziu a Selic em 0,25 ponto percentual na quarta-feira (5), em decisão unânime e esperada pelo mercado. A taxa básica de juros cai para 14% ao ano, o menor nível em 16 meses. O comunicado reconheceu desaceleração da inflação, mas manteve a cautela: o IPCA ainda está acima do teto da meta, e o BC incluiu a expressão "risco altista" na avaliação da trajetória dos preços. A projeção para o IPCA de 2026 recuou de 5,2% para 5,1%, mas subiu a expectativa de 2027, de 3,7% para 3,8%.


O boletim Focus, que consolida as expectativas de mais de 100 instituições financeiras, projeta a Selic em 13,75% ao ano no fim de 2026 o que indicaria pelo menos mais um corte de 0,25 ponto neste ciclo.


O que muda para quem financia um imóvel


O impacto da Selic no crédito imobiliário é indireto e segmentado. Imóveis entre R$ 275 mil e R$ 600 mil, financiados pelo Minha Casa, Minha Vida, contam com taxas subsidiadas e são praticamente imunes às oscilações da taxa básica. O efeito se concentra nos imóveis acima de R$ 600 mil segmento que usa o Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) e a Taxa Referencial (TR) como indexador das parcelas.


Mesmo nesses casos, as mudanças na Selic chegam ao consumidor com defasagem de meses. "O comprador deve avaliar que, quando o custo do financiamento cair, o preço do imóvel deverá subir. Por isso, vale analisar a opção de adquirir o imóvel agora e depois tentar aproveitar a portabilidade do crédito", afirma Fábio Takahashi, gerente de dados da Loft.


A pressão sobre a poupança


Um canal de influência menos visível da Selic é o funding do crédito habitacional. Com juros ainda altos, investidores migram da poupança para aplicações atreladas ao CDI mais rentáveis e igualmente seguras. O resultado aparece nos dados: no primeiro semestre, os recursos livres da poupança para empréstimos habitacionais somavam R$ 535 bilhões, enquanto a carteira total de crédito imobiliário chegava a R$ 601 bilhões. O financiamento representa 121% do volume disponível na caderneta em 2021, essa proporção era de 78%.


O setor pede mais


Entidades da construção civil avaliaram o corte como positivo, mas insuficiente. A Abrainc considera que o ambiente de crédito continua restritivo. "O crédito continua caro para famílias e empresas. É fundamental avançar em um ciclo mais consistente e rápido de redução dos juros", afirma Luiz França, presidente da entidade. A Cbic, por sua vez, alerta que o Focus projeta apenas mais um corte em 2026 — o que manteria o país com juros elevados por um período prolongado e limitaria o dinamismo do setor.

Comentários


bottom of page
footer={ <> Don't have an account?{" "} Create one }