Lançamentos imobiliários caem 5% em São Paulo, mas MCMV avança 17% no trimestre
- ImobiToday

- 29 de jun.
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Enquanto o segmento de médio e alto padrão recua 20% em lançamentos, o Minha Casa Minha Vida sustenta o volume da capital paulista no primeiro trimestre de 2026

A Pesquisa Mensal do Mercado Imobiliário do Secovi-SP confirma o que incorporadoras já sentiam no caixa: o mercado paulistano caminha em duas velocidades. No primeiro trimestre, a cidade lançou 27,9 mil unidades, queda de 5% sobre o mesmo período de 2025, e movimentou R$ 12,4 bilhões em lançamentos, recuo de 19% em valor sinal de que o ticket médio também encolheu.
MCMV cresce enquanto padrão alto recua
O Minha Casa, Minha Vida foi o motor do trimestre: vendas do programa subiram 17% e lançamentos avançaram 5%. No extremo oposto, o segmento de média e alta renda viu vendas caírem 13% e lançamentos recuarem 20%. Em janeiro e fevereiro, o MCMV já respondia por 80% dos lançamentos da capital uma concentração que mostra o quanto o programa carregou o mercado sozinho no início do ano.
Março marca virada no segmento premium
O quadro muda de figura em março. Os lançamentos na cidade saltam 18,5% na comparação anual, para 14,7 mil unidades, e a participação do MCMV recua de 80% para 58%. "Incorporadores que não operam no MCMV estavam com uma preocupação muito maior, e agora o mercado está começando a voltar", diz Celso Petrucci, economista-chefe do Secovi-SP.
Crédito do SBPE acelera 12%
A retomada do padrão médio e alto está atrelada ao crédito. O volume financiado pelo Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo cresceu 12% no trimestre a principal fonte de funding desse segmento, justamente o que mais sofreu nos primeiros meses do ano. Sem esse fôlego de crédito, a virada de março dificilmente se sustentaria nos próximos meses.
Estoque sobe 34% e VSO cai
A oferta de imóveis novos disponíveis em março chegou a 84 mil unidades, alta de 34% sobre março de 2025. Mais opções, porém, significam mais concorrência: o indicador de Venda Sobre Oferta caiu 3 pontos percentuais no mês, para 11,4%, e recuou 4,9 pontos em 12 meses, para 56,9%.
O mercado paulistano de 2026 não está em retração está em transição. O MCMV garante volume e previsibilidade na ponta econômica, enquanto o padrão médio e alto começa a reagir puxado pelo crédito do SBPE. Quem compra hoje no segmento premium negocia em posição mais confortável; quem vende precisa do crédito continuar fluindo no mesmo ritmo do primeiro trimestre para sustentar a recuperação.




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