Itapema chega no pódio e ultrapassa de Balneário Camboriú com o metro quadrado mais caro do Brasil
- ImobiToday

- há 7 dias
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A cidade catarinense superou a vizinha mais famosa e deixou para trás São Paulo e Rio de Janeiro no ranking do FipeZAP impulsionada por obras, empreendimentos de luxo e espaço que Balneário não tem mais

Durante anos, Balneário Camboriú foi sinônimo de metro quadrado caro no Brasil. O título passou de mãos. Itapema, cidade de apenas 58 quilômetros quadrados no litoral norte de Santa Catarina, assumiu a liderança do ranking nacional de preço por metro quadrado ultrapassando a vizinha mais famosa e deixando para trás São Paulo e Rio de Janeiro.
A virada não é coincidência
Enquanto Balneário Camboriú atingiu um estágio mais maduro de desenvolvimento urbano, já sem terrenos disponíveis para novos projetos de expansão, Itapema ainda tem áreas em crescimento, obras estruturantes em andamento e uma orla que deve ganhar metros de areia com o alargamento da Meia Praia. A posição às margens da BR-101, principal corredor turístico e logístico do Sul do país, reforça a atratividade.
"O que aconteceu foi uma mudança de ciclo entre dois mercados vizinhos", explica Luiz Feitosa, sócio do Edify e executivo com mais de três décadas no setor imobiliário. "Balneário consolidou um ciclo muito forte de valorização e ajudou a projetar o litoral norte catarinense nacionalmente. Itapema vem na sequência, em fase diferente, ainda em curva ascendente."
O dinheiro de luxo chegou junto
Incorporadoras nacionais descobriram Itapema nos últimos anos. Um dos exemplos mais concretos é o Edify One, empreendimento de alto padrão que tem entre os sócios a NR Sports, empresa ligada ao pai do jogador Neymar. O movimento não é isolado é parte de um ciclo que transformou o litoral norte catarinense em um dos principais polos imobiliários de luxo do Brasil.
Para Feitosa, a ultrapassagem não representa perda de relevância para Balneário. "Balneário segue sendo um mercado muito forte e com excelente liquidez. Itapema ainda tem muito valor para incorporar e isso aparece de forma mais acelerada nos indicadores de mercado."
O mercado nacional valoriza, mas perde para a inflação
Os dados mais recentes do FipeZAP mostram que os imóveis residenciais avançaram 0,42% em maio, desacelerando em relação a abril (+0,51%). Das 56 cidades monitoradas, 51 registraram valorização no período sinal de resiliência mesmo com juros elevados.
No acumulado do ano até maio, a alta foi de 1,96%, abaixo da inflação oficial medida pelo IPCA (3,24%) e do IGP-M (3,79%). Os imóveis continuam subindo em termos nominais, mas perdem para a inflação em termos reais. As maiores altas de maio ficaram fora do eixo Rio–São Paulo Aracaju liderou com +1,88%, seguida de João Pessoa (+1,46%), Teresina (+1,43%), Salvador (+1,15%) e Natal (+1,01%).
Onde os investidores estão olhando
A ascensão de Itapema ilustra uma tendência mais ampla: o capital migra para cidades que combinam expansão urbana, potencial turístico e espaço real para valorização futura. Balneário Camboriú já capturou a maior parte do seu ciclo. Itapema ainda está construindo o dela.



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