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Envelhecimento de prédios gera mercado de crédito para condomínios

  • Foto do escritor: ImobiToday
    ImobiToday
  • 24 de jun.
  • 2 min de leitura

Empresa especializada já atendeu mais de 1.200 condomínios e financiou cerca de 780 obras no país, com parcelas que chegam a 84 meses.



O envelhecimento do parque imobiliário brasileiro abre uma frente nova para o mercado financeiro: crédito voltado exclusivamente a condomínios. Pressionados por obras obrigatórias de manutenção, modernização tecnológica e adequações regulatórias, síndicos e administradoras buscam alternativas além da cota extra para custear projetos que antes dependiam só dos moradores.


Financiamentos chegam a R$ 1 milhão por obra


A Wind Capital, fundada por Ricardo Chalfin, opera com Cédulas de Crédito Bancário (CCB) e transforma despesas extraordinárias em parcelamentos de até 84 meses. Os financiamentos começam em torno de R$ 100 mil, mas obras estruturais, retrofit e modernização predial costumam superar R$ 1 milhão. Nos cinco primeiros meses de 2026, a empresa originou cerca de R$ 30 milhões em crédito do total acumulado de R$ 50 milhões desde o início da operação, distribuído entre reformas estruturais, impermeabilização, modernização elétrica, troca de elevadores, energia solar e digitalização de serviços.


Carregadores elétricos e portarias digitais puxam demanda


Entre os projetos que mais crescem estão energia solar, eficiência energética e infraestrutura para veículos elétricos esta última exige investimento não só em carregadores, mas na rede elétrica do prédio. A substituição de portarias físicas por sistemas digitais também movimenta crédito: há operações em que custos trabalhistas para essa transição ultrapassaram R$ 600 mil, incluindo verbas rescisórias e reestruturações administrativas.


Diluir custos virou estratégia, não só emergência

Em vez de acumular recursos por anos enquanto a inflação encarece material e mão de obra, condomínios passaram a antecipar a obra e parcelar o custo lógica já comum em projetos de energia solar, troca de elevadores e recuperação estrutural. A contratação exige análise financeira do condomínio, aprovação em assembleia e documentação contábil, mas a demanda segue em trajetória de alta, segundo Chalfin.


São Paulo e Rio concentram 86% dos retrofits


Programas como o Requalifica Centro, em São Paulo (desconto no IPTU durante obras e renegociação de dívidas), e o Reviver Centro, no Rio (isenção de IPTU e ITBI para conversão de prédios comerciais em habitação social), reforçam esse movimento nas duas capitais, que concentram 86% dos retrofits do país. Levantamento do Santander com a Bain identificou 59 empreendimentos do tipo em cinco capitais São Paulo, Rio de Janeiro, Recife, Salvador e Fortaleza, fração ainda pequena do mercado, mas avanço relevante frente ao período anterior aos incentivos fiscais.


O crédito para condomínios deixa de ser recurso de última hora e se firma como instrumento de planejamento financeiro. Com milhões de unidades construídas há décadas exigindo manutenção, segurança e eficiência energética, e com programas municipais de incentivo ganhando tração, esse mercado pouco explorado tende a crescer na mesma velocidade em que o parque imobiliário brasileiro envelhece.

 
 
 

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