Aluguel sobe 5,24% no semestre e bate a inflação; Aracaju lidera com 16,82%
- ImobiToday

- 14 de jul.
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O aluguel residencial acumulou alta de 5,24% no primeiro semestre de 2026, superando o IPCA (+3,36%) e o IGP-M (+3,27%) no período. Três capitais ultrapassaram 10% de valorização, e só São Luís registrou queda.

O preço médio do aluguel residencial no Brasil subiu 0,81% em junho levemente abaixo dos 0,85% de maio e fechou o semestre com ganho real consolidado. Os dados são do índice FipeZap, que monitora anúncios de novos contratos em 36 cidades, excluindo reajustes de contratos vigentes.
Quem mais subiu quem ficou para trás
Aracaju liderou com folga: 16,82% de alta no aluguel residencial em apenas seis meses. Manaus (+11,14%) e Campo Grande (+10,77%) completam o trio acima de dois dígitos. Fortaleza (+9,45%) e Rio de Janeiro (+8,27%) fecham o top 5. Na outra ponta, São Luís foi a única capital a registrar queda, com recuo de 1,21%.
São Paulo, a cidade com o valor médio de aluguel mais caro do país, ocupa apenas a 15ª posição no ranking de alta com 3,65% no semestre, pouco acima do IPCA por três décimos. Brasília avançou 6,27%, acima da média nacional.
O contexto macroeconômico
O primeiro semestre foi marcado pela aceleração da inflação, em parte pressionada pelo conflito entre Estados Unidos e Irã. Mesmo assim, o aluguel residencial entregou ganho real e a tendência pode se manter: o boletim Focus do Banco Central recuou a projeção para o IPCA de 2026, de 5,30% para 5,16%.
O retorno médio do aluguel para o proprietário também melhorou marginalmente: foi de 5,99% ao ano no início de 2026 para 6,13% em junho. Ainda assim, segue abaixo da rentabilidade projetada para aplicações financeiras de referência nos próximos 12 meses o que mantém a pressão sobre a decisão de comprar para alugar.
O mercado de locação residencial entra no segundo semestre com ritmo firme. A alta consistente acima da inflação na maioria das capitais sinaliza que a demanda por aluguel permanece aquecida e que quem espera arrefecimento nos preços de curto prazo deve se preparar para esperar mais.




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