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Aluguel comercial sobe 1,48% em maio, maior alta mensal desde 2012

  • Foto do escritor: ImobiToday
    ImobiToday
  • 23 de jun.
  • 2 min de leitura

Pesquisas apontam aceleração do aluguel comercial em maio, com alta acumulada de 10,60% em 12 meses, enquanto o preço de venda de salas e conjuntos cresce só 2,26% no mesmo período.



O aluguel comercial subiu 1,48% em maio, depois de avançar 0,55% em abril, segundo o índice FipeZap. É a maior variação mensal desde abril de 2012, quando o indicador chegou a 2,07%. O resultado superou tanto o IPCA do período (0,58%) quanto o IGP-M (0,84%), confirmando a aceleração do segmento depois de um mês de abril em que a locação residencial havia subido mais.


Locação distancia-se da venda


Enquanto o aluguel comercial acumula alta de 5,37% de janeiro a maio, o preço de venda de empreendimentos comerciais avança apenas 1,09% no mesmo intervalo com um ganho mensal de só 0,20% em maio. Em 12 meses, a diferença passa de oito pontos percentuais: 10,60% no aluguel contra 2,26% na venda. O hiato eleva a rentabilidade da locação comercial, que subiu de 7,38% para 7,47% entre abril e maio, acima dos 6,11% da locação residencial ainda que as duas taxas continuem abaixo do retorno médio projetado para aplicações financeiras de referência nos próximos 12 meses.


Brasília e Rio lideram a alta mensal


Oito das dez cidades pesquisadas tiveram alta do aluguel comercial acima da inflação em maio. Brasília lidera com +3,48%, seguida por Rio de Janeiro (+3,31%), Curitiba (+2,01%) e Belo Horizonte (+1,62%) todas acima da média FipeZap de 1,48%. No acumulado do ano, o ranking muda: Salvador puxa a fila com +13,73%, depois Rio de Janeiro (+10,10%) e Curitiba (+8,60%), enquanto só cinco das dez cidades mantêm alta acima da inflação no período.


Venda comercial não acompanha a inflação


No mercado de venda, o quadro é mais fraco: apenas Florianópolis teve alta acima da inflação em maio (+1,15%) e, no acumulado de 2026, nenhuma cidade supera o IPCA a melhor colocada continua sendo Florianópolis, com 2,24% contra um índice de 3,20%.


O descompasso entre aluguel e venda comercial reforça um padrão que já aparece em outros indicadores do setor neste ano: quem tem capital parado encontra no aluguel comercial um retorno mais previsível do que na compra de empreendimentos, justamente porque os preços de venda ainda não recuperaram o fôlego da locação.

 
 
 

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